
Em 2027, novos governos estaduais assumem, e uma pesquisa do Datafolha acaba de entregar a eles uma agenda escrita pelos próprios estudantes.
O levantamento “O que os estudantes pensam sobre a Educação” ouviu 5.296 alunos do 6º ao 9º ano e do ensino médio da rede estadual, entre maio e julho de 2026, por encomenda de Fundação Itaú, Fundação Lemann, Fundação Telefônica Vivo, Instituto Natura, Instituto Sonho Grande, Instituto Unibanco e Todos Pela Educação. Na Base Mobile, nosso trabalho é conectar redes de ensino por meio do Beegow, e lemos os números com uma pergunta: o que eles pedem de quem constrói infraestrutura educacional? Compartilhamos quatro leituras.
1. A aprendizagem ocupa o topo da lista
Pelo menos um quarto dos alunos do ensino médio aponta melhorar o ensino e a aprendizagem como principal expectativa para os governos de 2027. A pesquisa mostra também o que sustenta essa percepção: entre os estudantes que dizem que os professores explicam bem, 75% avaliam a escola como boa ou ótima. Entre os que discordam, o índice é de 48%. Na voz do aluno, a qualidade da escola nasce na aula.
2. O professor é o centro de gravidade
Para 66% dos alunos do ensino médio e 61% do fundamental 2, há disciplinas que ficam um tempo sem professor. E cerca de um em cada três discorda que os docentes estejam bem preparados para usar tecnologia em sala. Os estudantes pedem aulas mais dinâmicas, capacitação docente e presença regular de quem ensina. Nossa leitura: a tecnologia educacional cumpre seu papel quando fortalece o professor, entregando recursos prontos para uso e uma rede que funciona na hora em que a aula começa.
3. O estudante já é digital; a escola pode dar direção
71% dos alunos usam inteligência artificial para estudar com frequência ou às vezes, e 70% afirmam que os professores usam tecnologia ao menos uma vez por semana. O retrato é de um estudante com autonomia digital crescente, e a pergunta de 2027 passa a ser: que ambiente digital a escola oferece a ele?
Aqui a conectividade educacional evolui de acesso para propósito. No Beegow, chamamos de internet pedagógica: uma conectividade que direciona o aluno ao conteúdo de aprendizagem, dentro de uma redoma de segurança, para que ele exerça sua soberania cognitiva. O Hub de Acesso organiza e libera o acesso a esses conteúdos e integra o serviço contratado pela rede, ao lado da conectividade.
4. O futuro tem nome de profissão
Mais de 90% consideram importante ter acesso a cursos técnicos ou profissionalizantes no ensino médio, e hoje cerca de 20% dos matriculados estão na educação profissional, segundo o Censo Escolar 2025. O desejo de futuro é bem maior que a oferta atual.
No Beegow, partimos da Profissão dos Sonhos do aluno, seja arquiteta, engenheiro aeroespacial, game designer ou chef, para mostrar que cada disciplina conversa com uma carreira. Quando o estudante enxerga o destino, a aula ganha sentido.
Tempo integral reforça o caminho
74% dos alunos de tempo integral avaliam a escola como boa ou ótima, contra 68% no ensino regular. Eles citam mais tempo para aprender, esporte, arte, cultura e preparação para o futuro. Mais horas na escola abrem espaço para mais recursos digitais confiáveis dentro da rotina pedagógica.
O que levamos para 2027
Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social, resume: “Ouvir os jovens é fundamental para construir respostas mais conectadas à realidade das escolas”. Três compromissos saem dessa escuta: aprendizagem como métrica central, professor apoiado em cada aula e conectividade com direção pedagógica. É para isso que a Base Mobile conecta.
Se você gerencia uma rede de ensino ou participa do planejamento educacional de 2027, vamos conversar sobre como colocar essa agenda em prática.
Fontes: pesquisa Datafolha “O que os estudantes pensam sobre a Educação” (5.296 alunos da rede estadual, coleta de 28/05 a 13/07/2026, margem de erro de 1 ponto percentual), via Global South World e Poder360.
